Neste final do mês mariano, convido a olharmos para a Virgem Santa com uma especial reverência.
Ela é um mistério para nós. Sua eleição, sua singular proteção e, mesmo exposta ao mal, sua inalterável vivência das virtudes a fazem mais do que um exemplo e modelo a seguir. Ela é um mistério.
O mistério não constitui algo desconhecido, mas algo que não se absorve plenamente apenas pelas faculdades humanas. Afirmo isto contemplando Gênesis 3,15, quando da anunciação do triunfo da Mulher sobre a serpente, e da grandeza manifesta em Apocalipse 12. Em toda sua glória é exaltada acima dos anjos e santos.
A ela prestamos a honra de hiperdulia, um culto especial, diferenciado do culto a qualquer outro santo, por mais nobre e gloriosa que tenha sido sua vida. A Virgem Imaculada, mesmo sendo apontada pelas sagradas escrituras como a Virgem silenciosa, que não realizou nenhum feito extraordinário, nenhum milagre ou conversão, recebe a maior honra, única honra dada a uma criatura: a eleição da maternidade do Homem-Deus.
Santos, como Luís Maria Grignion de Montfort, declaram que a Virgem Santa esteve na terra velada por Deus e por Ele escondida, pois se fosse revelada a sua grandeza confundiria os homens, que a elevariam como deusa. Porém, na vinda definitiva de Cristo, ela, como na primeira vinda, será a aurora, e será revelada em sua grandeza.
A ela foi conferida autoridade sobre as almas que são beneficiadas segundo a abertura livre dada a ela.
Humildemente convido-os a buscarem a verdade sobre tais afirmações, mergulhando no mistério e, caso lhe seja concedida a graça de crer, rogo que lhe estregues a vida, a alma e o coração. Este ato dá liberdade para ela agir e indiscutivelmente, mesmo a menor das criaturas, será beneficiada pelos cuidados de tão grande Mãe.
Bendita seja a Virgem Maria, por todos os séculos! Amém!